quinta-feira, 30 de julho de 2009

Polícia secreta da Alemanha Oriental temia show

Reuters/Brasil Online

BERLIM (Reuters) - A polícia secreta da Alemanha Oriental comunista via Michael Jackson como risco à segurança, temendo que seu concerto ao lado do Muro de Berlim, em 1988, pudesse desencadear protestos, revelaram documentos de arquivo na quinta-feira.

Num momento de insatisfação crescente na Alemanha oriental, a Stasi temia que jovens tentassem furar as barreiras de segurança para assistir ao concerto do outro lado do muro que desde 1961 separava Berlim em um lado oriental e outro ocidental.

"Ela temia que jovens dissidentes pedissem a derrubada do Muro," disse à Reuters Steffen Mayer, representante do órgão governamental que cuida dos arquivos da Stasi.

"Isso era visto como potencial ameaça à segurança, em vista de toda a imprensa estrangeira que estaria presente."

O Muro de Berlim, que simbolizava a divisão entre o Ocidente e o mundo comunista, caiu pouco mais de um ano mais tarde, em uma era de transformações desencadeadas pelas reformas do presidente soviético Mikhail Gorbachev.

A Stasi tinha planejado transmitir o concerto de Michael Jackson para um estádio em Berlim oriental, com intervalo de dois minutos, para manter as pessoas afastadas da área próxima ao Muro. Uma fita de um concerto antigo do cantor seria mantida de prontidão, para o caso de haver problemas.

Mas o plano não chegou a ser posto em prática, disse Mayer. Em lugar disso, as autoridades dispersaram à força as pessoas que tentaram aproximar-se do Muro em 19 de junho.

Um mês depois do concerto do ícone pop, morto em junho, diante do Portão de Brandenburgo, Bruce Springsteen apresentou-se diante de 160 mil alemães orientais - o maior concerto na história do país comunista.

A Alemanha oriental o recebeu como "herói da classe trabalhadora." Mas Springsteen acabou alimentando a insatisfação generalizada ao declarar: "Vim tocar rock'n'roll para vocês, berlinenses orientais, na esperança de que algum dia as barreiras sejam derrubadas."

Simulado confirma Enem com mais conteúdo, avaliam cursinhos

Amostra da prova foi divulgada pelo Inep com 40 testes. Professores do Anglo apontam incoerências em questões.


O simulado do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) confirma a cobrança de mais conceitos e conteúdo escolar, de acordo com a avaliação de cursinhos pré-vestibulares ouvidos pelo G1.

A prova, com 40 questões em vez das 180 do exame oficial, foi divulgada à meia-noite desta quarta-feira (29) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação. Os gabaritos acompanham os arquivos.

VEJA AS PROVAS DO SIMULADO DO ENEM
CIÊNCIAS DA NATUREZA
CIÊNCIAS HUMANAS
LINGUAGENS
MATEMÁTICA

"O simulado está dentro do anunciado pelo Inep, com questões difíceis, como no Enem antigo, e outras com grau de dificuldade médio e difícil", afirma Carlos Eduardo Bindi, diretor do Curso Etapa, em São Paulo.

INEP DIVULGA SIMULADO DO ENEM

"O formato do novo Enem não reinventa a roda, porque já existem outros vestibulares que avaliam muito bem e que têm questões interdisciplinares. Na verdade, o que ele fará será levar boas práticas para o país inteiro, especialmente para aqueles locais em que os vestibulares são mais fracos. Não há um desvio de rota, mas um alinhamento em nível federal", analisa Bindi.

Para Sezar Sasson, coordenador dos simulados do Enem do Sistema do Anglo, de São Paulo, o simulado do Inep mostra que "o conteúdo exigido não vai além do ensino médio". "O candidato bem preparado pode ficar mais tranquilo com isso. E, ao contrário do antigo exame, ele precisará se basear menos em informações fornecidas pela prova e mais no conteúdo aprendido na escola."

Na avaliação de professores do Anglo, no entanto, o simulado apresenta imprecisões em algumas questões, mas nada que comprometa a resposta nem o gabarito. O Enem, que será realizado nos dias 3 e 4 de outubro, está dividido em quatro áreas de conhecimento: ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática.

No caso da parte de ciências da natureza, Sasson aponta problemas nas questões 3, 5 e 9. O gabarito da questão 3 (letra C), que trata da decomposição de polímeros, está correto, mas, segundo ele, não é preciso. "A alternativa diz que a decomposição leva à geração de compostos tóxicos. É verdade que isso aconteça, mas não sempre."

Na pergunta 5, uma parte do enunciado diz que a concentração de glicose no experimento B é igual a do experimento A. No entanto, Sasson afirma que no experimento A, as células 2 não estão respirando, mas fermentando, e, consequentemente, gastando muito mais glicose. "Se essa frase do enunciado fosse tirada, ficaria perfeitamente plausível, mas isso também não compromete o gabarito."

Na pergunta 9, o enunciado da questão diz que a massa molar da glicose é 120 g/mol. "O correto é 180 g/mol, mas, como não há alternativa correta usando 180 no cálculo, o candidato vai usar o 120 dado no enunciado e chegará ao resultado certo", diz Sasson.

A parte de matemática foi avaliada pelos professores do Anglo como tendo um conteúdo mais rudimentar. "Nas questões 3, 7 e 8, os enunciados não trazem nenhuma informação que possa ser usada na resolução das questões. Isso pode fazer com que o candidato perca algum tempo sem necessidade", avalia.

A parte de linguagens é a que mais se assemelha ao Enem antigo, na análise do Anglo. "Os textos usados foram bastante diversificados, como poemas, tiras em quadrinhos e textos científicos, mas exigem agora mais conteúdo escolar do que só interpretação de texto."

A parte de ciências humanas foi a mais diferente em relação à prova dos anos anteriores, diz Sasson. "Havia somente um mapa, sem tabelas ou gráficos, que costumam aparecer em provas de geografia e história. A linguagem também foi mais simples."

Correção

Cada questão terá um certo grau de dificuldade e o computador vai conseguir saber, de acordo com esse padrão, o quão preparado para dar aquela resposta o candidato estava e se houve um “chute.” O foco será no item, como é chamada cada questão, e não no total de acertos. A teoria é o conjunto de modelos que relacionam uma ou mais habilidades com a probabilidade de a pessoa acertar a resposta.

Assim, o estudante pode até acertar mais questões do que outro, mas poderá ter uma nota menor se tiver acertado questões consideradas mais fáceis.

No dia 3 de outubro, serão aplicados os exames de ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. No dia seguinte, matemática e suas tecnologias, linguagens, códigos e suas tecnologias e redação.

O resultado final será divulgado nos dias 4 de dezembro (provas objetivas) e 8 de janeiro (redação).

Universidades

Mais de 4,5 milhões de pessoas se inscreveram no exame. Das 55 universidades federais, 46 instituições adotarão o Enem, 7 ainda não se decidiram e 2 definiram que não levarão em conta o resultado do exame em seu vestibular.

Veja também: Confira como as universidades federais adotarão o Enem

São quatro as possibilidades de a universidade utilizar a nota do Enem: como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas remanescentes, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição.

Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular. Cada instituição de ensino superior divulgará em seus editais em qual formato participará e se haverá diferenças entre os cursos.

Além de ser usado nos vestibulares, o novo Enem vai servir também para conseguir o certificado de conclusão do ensino médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), antigo supletivo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Qual a chave para o orgasmo feminino? Tas busca a resposta

No segundo episódio da série "O Mapa da Mina", o jornalista multimídia e blogueiro Marcelo Tas fala com profissionais de saúde e proprietária de sex shop sobre o orgasmo da mulher. Veja também o primeiro episódio em http://cienciaesaude.uol.com.br/o-mapa-da-mina/


#forasarney no Congresso


Foto: José Cruz/ABr - Estudantes protestam dentro do Congresso. Entraram por portarias diferentes com as iniciais do movimento pixadas sobre camisetas brancas. O estudante com a letra "S" foi capturado pela segurança e impedido de circular no Congresso.

Água mole em pedra dura... e suja e bigoduda... tanto bate até que fura!

Continuam, em todo país, manifestações #forasarney. É um movimento ecologicamente mais espalhado que antigos movimentos "analógicos" de massa conduzidos pela TV como o "Diretas Já". O que importa é levar adiante a consciência e a indignação com este inseto que simboliza a cara-de-pau e o coronelismo truculento que domina o Brasil.

Quem quiser divulgar a sua, acrescente informações aqui nos comentários.

Eles estão de férias mas nós estamos correndo atrás ;-)! #forasarney!


Pronto, agora a foto ficou completa!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Internet: Brasil lidera participação no Twitter

O Brasil tornou-se líder mundial a nível de participação no Twitter, revela um estudo do Ibope Nielsen Online, de acordo com o qual o país registava cinco milhões de utilizadores em Junho, um aumento de 71 por cento face a Maio.

Ainda segundo o estudo, a liderança não significa que o país tenha o maior número de usuários do sítio mas indica que, face à quantidade de cibernautas dos vários países medidos, o Brasil é o país com maior penetração - em Junho, 15 por cento dos 34 milhões de brasileiros que acederam à Internet visitaram o Twitter.

Em segundo lugar, ficaram os Estados Unidos, com 10,69 por cento, e em terceiro o Reino Unido, com 9,38 por cento, seguindo-se os australianos (5,36 por cento) e os alemães (4 por cento).

Publicação de documentos secretos do Twitter gera polêmica

Microblog protagoniza com o TechCrunch um debate sobre ética e sigilo nos EUA

Desde que foi crackeado e teve informações sigilosas roubadas, o Twitter tem lidado com o vazamento dos dados roubados de seus servidores após a invasão desta semana. O blog TechCrunch, para o qual as informações foram enviadas, protagoniza, com o microblog, uma polêmica sobre sigilo na web e ética.

Segundo o site Gawker, o Twitter acusou o TechCrunch de mentir e ser passível de uma ação legal. Os blogueiros do site, um dos mais influentes na área de tecnologia nos Estados Unidos, no entanto, se recusam a responder.

Nesta quinta, o TechCrunch disse que recebeu a luz verde do Twitter para publicar informações internas da empresa, afirmação que o Twitter tratou de corrigir rapidamente através da conta de um de seus cofundadores, Biz Stone.

“Nós absolutamente demos permissão para o compartilhamento desses arquivos”, escreveu Stone.

Horas depois dos ditos e desmentidos, TechCrunch não mudou de posição ou comentou a mensagem de Stone contradizendo a autorização para publicação das informações crackeadas.

O fundador do TechCrunch, Mike Arrington, limitou-se a declarar ao Gawker que não diria nada dentro de 24 horas. Já o Twitter, manifestou-se pelo blog de Stone:

“Fora de contexto, notas preliminares de discussões podem ser mal interpretadas por parceiros atuais e futuros, colocando em riso nosso relacionamento comercial”.

Dados corporativos encaminhados ao TechCrunch envolviam informações sobre negociações com Nokia, Samsung, Dell, AOL e Microsoft; currículos de candidatos a empregos no Twitter; informações pessoais sobre funcionários, incluindo números de cartões de crédito; e códigos de segurança dos escritórios.

Um dos documentos que o cracker diz ter indica um projeção de usuários do Twitter de 25 milhões de cadastrados ainda em 2009, chegando a 100 milhões em 2010 e 350 milhões em 2011.

Segundo o site Citizen Media Law Project, dos Estados Unidos, o TechCrunch pode enfrentar três acusações diferentes na justiça norte-americana: publicação de documentos confidenciais de uma empresa; publicação de informações privadas de pessoas; receptação de propriedade roubada, ao receber os dados do cracker.